Medidas protecionistas intensificadas em meio ao cenário de crise afetam diretamente as exportações de SC. Entre janeiro e maio, o Estado vendeu ao mercado internacional 22,31% a menos do que em igual período de 2008. Apenas para a vizinha Argentina, a queda foi de 33,13% na mesma comparação.
Os dados foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias (Fiesc). Na comparação de maio deste ano com maio de 2009, a queda nas exportações totais foi de 28,5%. O valor das importações também caiu – 14,8% no acumulado do ano e 29,64% em relação a maio do ano passado. O saldo da balança comercial fechou negativo em US$ 20,3 milhões no acumulado do ano.
O diretor de relações internacionais da Fiesc, Henry Quaresma, destaca dois aspectos na justificativa da queda das exportações: a redução da demanda internacional e a postura de incentivar o consumo interno, adotada por diferentes países. Quaresma diz que o segundo aspecto é ainda mais evidente na Argentina. Em SC, os principais parceiros do país vizinho são os setores têxtil, de alimentos e o metal-mecânico.
Desde o final de 2008, o governo argentino tem adotado medidas protecionistas. No final de semana, anunciou um sistema de um a um para as importações de calçados, brinquedos e eletrodomésticos.
Barreiras não deveriam existir no Mercosul
Para cada U$S 1 de produto trazido para o mercado interno, a empresa precisa exportar outro US$ 1.
– A Argentina está muito mais sensível à crise do que o Brasil. Mas dentro do Mercosul não deveriam existir essas barreiras, pelo contrário, deveriam existir incentivos. Os industriais devem ficar atentos aos novos mercados e aos que mostram recuperação rápida.
Fonte: Diário Catarinense